PARIS RDRG

Rive Droite & Rive Gauche: As melhores dicas de Paris e da França


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Em um momento de transição de poder na França, nada mais insólito que uma exposição das poltronas do poder! Uma mostra secreta, pois pouquissima informação sobre essa exposição original circula pelas mídias.
O mobiliário nacional tem uma coleção que reflete a história do poder francês: assentos de tribunal, assentos principescos, poltronas das ordens de Estado, e não só da França mas, tronos de reis também como esse onde o rei do Marrocos pousou seu bumbum em visita a Paris (foto).
Um projeto conjunto, elaborado pelo decorador Jacques Garcia (responsável pelo sucesso do Hotel Costes), com mais de trezentos assentos, apresentado na Galerie des Gobelins.

O assento é repetidamente encontrado no coração de questões de poder. Exemplo: um vídeo mostra a humilhação da qual Jacques Chirac foi vítima em 1976 é uma perfeita ilustração. Jacques Chirac sentiu-se humilhado por ter sido instalado em uma simples cadeira e enfrentar o, então presidente, Valérie Giscard d’Estaing sentado em uma majestosa poltrona em um encontro divulgado pela televisão.

Não muito elegante ou não suficiente, a cadeira branca (foto) com uma base quadrada e uma moldura de madeira escura, foi usada por François Hollande para assistir ao desfile da tribuna oficial, durante o desfile do 14 de julho. Se os ilustres convidados na primeira fila tinham o direito a uma cadeira criada em 2000 por Christophe Pillet, as delegações colocadas logo atrás deles, tiveram que de se contentar com uma cadeira branca bem simples. Não perca a cadeira de Ministro da cultura Jacques Lang, verde amendoa com pés em escultura…não coloquei foto para criar a surpresa, mas garanto um programa divertido e rico em informações para curiosos e inspirações para decoradores e designers.
Em tempos de mudanças, aguardamos nessa dança das cadeiras, onde Emmanuel Macron vai se sentar para dirigir o país durante os próximos 5 anos.

SIÈGES EN SOCIÉTÉ – DU ROI-SOLEIL À MARIANNE – até 24 de setembro 2017
Galerie des Gobelins – 42 Avenue des Gobelins, 75013 Paris

 

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Impressions Mémorielles é uma exposição que reúne o trabalho de 10 fotógrafos franceses, africanos e brasileiros, sobre o tema da escravidão: Céline Anaya Gautier, José Bassit Robert Charlotte, David Damoison, Claudio Edinger, Mirtho Linguet Fabrice Monteiro, Samuel Nja Kwa Veronique Vial e Adolphe Catan (1899-1979). Cada um oferece um olhar artístico e contemporâneo da escravidão e o seu comércio.
Depois de séculos de tratamento desigual, injusto e abominável, a exposição é uma aula de respeito ao ser humano. A data de abertura da exposição no Musée de l’Homme, 10 de maio, é próxima do dia 13 de maio, abolição da escravatura no Brasil.

Decididamente o Museu está com o Brasil no coração. Dia 15 de maio, a linda chef Morena Leite assume as rédeas do restaurante como já falamos e promovemos na plataforma do Paris Mania.
Agora é o grande fotografo brasileiro
Claudio Edinger que participa dessa importante mostra. Engajado, simpático, talentoso e ainda por cima companheiro da fotografa Betina Samaia que é uma amiga querida desde os tenros tempos de escola, Claudio divide com o PARIS RDRG; um ótimo texto seu sobre a a história da fotografia. Se estiver em Paris, não perca!

Histórias da fotografia – ou, como a fotografia já nasceu arte – ou, como desde o começo ela mente descaradamente – ou, o primeiro selfie da história.

No dia 7 de janeiro de 1839 a Academia Francesa de Ciências apreciou extasiada a invenção que iria mudar pra sempre a vida de todos nós e, principalmente, a arte como era praticada até então.

O pintor e cientista Louis-Jacques Daguerre mostrou imagens nítidas, feitas com sua invenção, o daguerreotipo, ou a primeira câmera fotográfica.

Antes disso, Daguerre havia inventado o diorama, ou um cenário específico que, iluminado por ele, cria um espetáculo teatral que fazia sucesso na época, em 1822. (Por exemplo, no Museu de História Natural de Nova York os animais são todos colocados num diorama, imitando seu habitat natural).

Para poder aprimorar o diorama (que era pintado) Daguerre se associou a Nicéphore Niépce, o primeiro a fixar uma imagem em um papel, em 1826, e, anos depois, acabou sendo conhecido como o inventor da fotografia.

Um outro francês Hippolyte Bayard também havia inventado a fotografia, mas usando papel em vez de uma chapa de cobre como Daguerre.

François Arago, astrônomo, membro da Academia de Ciências e amigo de Daguerre, convenceu Bayard a não mostrar sua invenção ainda. Daguerre sai na frente e fica famoso enquanto Bayard é ignorado.

Furioso, Bayard manda um auto retrato – “morto” – para os membros da Academia (comprovando assim sua invenção).

Escreve atrás da foto, “aqui jaz M. Bayard, inventor do processo que aqui veem nesta imagem. Há três anos este inventor tem andado muito ocupado, aprimorando sua criação. Quando soube que todo credito pela invenção da fotografia foi dado injustamente ao M. Daguerre, se matou.”

E o pior é que para fazer esta foto sentou-se imóvel por 12 minutos, o tempo necessário para fazer uma foto, usando o seu processo. Os olhos fechados fazem parte dos 12 minutos – ninguém fica tanto tempo sem piscar.

Criou uma obra de arte, a primeira foto explicitamente artística já que é, acima de tudo, produto da imaginação de seu autor. E absolutamente mentirosa já que Bayard foi, mais tarde, vivo da silva, um dos fundadores da Sociedade Francesa de Fotografia.

Foto: Hippolyte Bayard, selfie morto, 1839

Claudio Edinger e Impressions Mémorielles – 10 de Maio a 10 de Julho
Musée de l’Homme
17, Place du Trocadéro 75116 Paris

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Começa Hoje! Por ocasião do 30 anos de sua morte, o museu Palais Galliera celebra com uma grande exposição dedicada a lendária cantora DALIDA e, especialmente ao seu precioso armário com roupas usadas em cenas de 1960 a 1980… cheias de strass e lantejoulas
da ex-Miss Egito 1954 que tornou-se uma estrela pop mundial e ícone incontestável.
Na mostra as mais belas roupas de Dalida, desenhadas por Yves Saint Laurent, Azzaro, Balmain e tudo o que fez o auge da discoteca na França. Ricamente ilustrado com inúmeras fotografias de suas performances e parte de sua vida Intima.

Quando Iolanda Cristina Gigliotti chegou a Paris em dezembro de 1956, ela sucumbe imediatamente para o novo vento da moda da Cidade das Luzes: o legado do New Look de Christian Dior ainda está presente, mas são corpetes ajustados em pastel e cores suaves que ela vai lançar. Jacques Esterel, o costureiro do vestido de noiva Brigitte Bardot em 1959, ou Carven vão criar trajes para o artista. Em 1961, Dalida conheceu Pierre Balmain e uma longa colaboração cresce entre ex-Miss Egito e designer de moda. Isso vai atingir os vestidos de palco da cantora, até seu vestido de casamento com Lucien Morisse em 1961. Depois do filme que fez muito sucesso contando sua vida, agora é a exposição que vai agradar aos fans e a quem não conhece também! Até dia 13 de agosto.

Palais Galliera – DALIDA UNE GARDE-ROBE DE LA VILLE À LA SCÈNE
10 avenue Pierre 1er de Serbie –
Paris 75116

Horários :
De terça a domingo das 10h00 às 18h00
Noite quinta-feira até 21h00

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Como manda a tradição, a edição de 2017 do Tour Auto Optic 2000 começará segunda-feira, 24 de abril com uma exposição de carros no Grand Palais, em Paris. Na terça – feira, os concorrentes irão deixar a capital nas primeiras horas da manhã para embarcar nas estradas da França até chegar a Biarritz na noite de sábado para domingo. Mas para quem estiver em Paris nessa segunda-feira, vale a pena ir ao Grand Palais ver os carros sensacionais que partem nessa aventura!

Tour Auto Optic 2000 – 2017

Grand Palais
3 Avenue du Général Eisenhower, 75008 Paris

Veja o video: https://www.youtube.com/watch?v=nbC_ws7Wqn8

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Madeleines são uns bolinhos franceses que Proust adorava. Não só ele, todo mundo. Mas antes era uma receita simples sem variedades. Agora tudo mudou! Abriu no Marais a Mamy Théresè, especializada em Madeleines. Muita originalidade e sabores deliciosos como agrumes, café, chocolate, bergamota…. minhas preferidas são as de pistache com cereja e amendoas com mirtilo. Mas tem também salgadas com pimenta de Espelette, tomate, pesto; tudo feito com farinho bio e ovos de galinhas bem tratadas que vivem ao ar livre, viajam e fazem compras ….A loja é bonita, a gente ve pelo vidro a fabricação e tem artigos para casa e produtos de Épicerie fine. Vale experimentar para quem gosta de Madalenas, Therezas, Isabéis e Helens!

Mamy Théresè
19 rue Saint Antoine – 75004 Paris

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Se o mítico restaurante La Tour d’Argent, com estrela do Michelin, permanece inacessível para muitos bolsos, agora você vai ao menos provar o seu … pão. Abriu uma padaria em frente ao restaurante no Quai de la Tournelle. O padeiro é Alexis Bourgeot que com apenas os seus 25 anos já trabalhou com o famoso Cyril Lignac.

Baguetes, tortas, pão escandinavo, pão integral, pão de milho, guloseimas como muffins, bombas de chocolate, tortas de limão. Até voce ir jantar no restaurante, comece com um pãozinho produzido com farinha 1 estrela! Aberto todos os dias das 8h00 as 20h00

Le Boulanger de la Tour
19, quai de la Tournelle
75005 Paris

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Adoro papelarias, não sei porque, mas adoro. Abriu uma nova no Marais que é um show, la na linda rue du Trésor e se chama Mark’s Style. Uma concept paper store japonesa que abre sua primeira loja em Paris, mas conhece muito sucesso no Japão. A marca mistura artigos contemporâneos com o tipicamente nipônicos e funciona bem com muito design e artigos de papelaria ultra-modernos ou super tradicionais, milhares de canetas, artigos de decoração para a casa e acessórios…. muita coisa para se divertir olhando.

No subsolo o melhor: Uma cave de sakés e whiskies japoneses. Acho que isso explica porque eu não gosto de fazer papel feio!

Mark’Style
6, rue du Trésor – 75004 Paris

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Cristóbal Balenciaga, o costureiro de costureiros, como dizia Christian Dior ganha exposição no Museu Bourdelle. Balenciaga e o seu trabalho em preto que o tornou famoso através da inspiração folclórica da sua Espanha natal. Para o designer, o preto era mais que uma cor, um material vibrante que se deve tanto aos tecidos suntuosos quanto a aparente simplicidade de seus cortes. Uma composição de bordados, rendas, veludo de seda, um bolero, uma mantilha, um casaco capa reinventado. Conjuntos de noite, vestidos de cocktail, franjas, fitas de cetim, lantejoulas e … acessórios, em preto, claro, afinal Black is Beautiful!

Balenciaga L’œuvre En Noir – até dia 16 de julho
Musée Bourdelle
16, rue Antoine Bourdelle 75015 Paris
palaisgalliera.paris.fr

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