Cultura



Posted By on set 24, 2017

 

2017 marca o centenário do nascimento de Irving Penn (1917-2009), um dos mestres da fotografia do século XX. Até 29 de janeiro de 2018, a primeira grande retrospectiva dedicada a Irving Penn na França desde sua morte acontece no Grand Palais.

Ela traça os setenta anos da carreira do artista americano. Mais de 240 fotografias com uma visão completa de todos os principais temas de seu trabalho: moda, naturezas mortas, retratos, nus, cenas de rua, fotografados no início dos anos cinquenta em Paris, Londres e Nova York. Irving Penn tem uma simplicidade elegante eum bom gosto pelo minimalismo.

A exposição abre em cenas de rua em Filadélfia e Nova York, imagens do sul dos Estados Unidos, México, Europa devastada pela guerra e suas primeiras vidas de cor. Entre 1947-1948, fotografou artistas, escritores, costureiros e de Salvador Dali a Alfred Hitchcock.

Enviado a Paris pela revista Vogue, Penn foi um verdadeiro mestre dos retratos de moda. Seus retratos representam Picasso, Jean Cocteau, Marlene Dietrich, Francis Bacon posando em frente à uma cortina pintada de seu estúdio.

A exposição termina com suas mais recentes fotografias e retratos de moda, incluindo personalidades como Tom Wolfe, Truman Capote, Alvin Aley, Ingmar Bergman e Zaha Hadid. Expo para quem gosta de fotografia, moda e arte. Não perca!

Irving Penn – Grand Palais – até dia 29 de janeiro de 2018
3 Avenue du Général Eisenhower, 75008 Paris

 

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Dior et Granville

Dior et Granville


Posted By on jun 14, 2017

Verão chegando, dias ensolarados; nada melhor do que uma saída de Paris para conhecer o que esta por perto num fim de semana. O Museu Christian Dior em Granville, casa de infância do designer na Normandia é uma otima opçao.

Uma mansão construída no final do século XIX sobre um penhasco, de frente para as Ilhas do Canal da mancha, a casa Les Rhumbs deve o seu nome ao termo naval que designa as trinta e duas divisões do símbolo da rosa dos ventos contidos em um mosaico que decoram o chão de uma das entradas da casa. Uma vila rosa e cinza que desempenhou um papel fundamental na inspiração do estilista. Em seu livro de memórias, disse ele que sua vida e estilo, tem tudo a ver com a localização dessa casa e sua arquitetura. “. La Christian Dior viveu até 1932 quando seu pai, falido, vendeu a casa para a cidade de Granville. Mas já em 1938 os belos jardins forma abertos para visita ao público e em 1997 se tornou o único museu dedicado a um estilista na França.

E justamente para comemorar os 70 anos do primeiro desfile da Dior, uma exposição que explica essas origens, sua inspiração e raízes esta sendo apresentada no museu. Ela

invoca as memórias de uma infância feliz e reúne em torno dele todos os elementos que fizeram do homem de Granville, um dos maiores estilistas de todos os tempos. Até dia 24 de setembro.

Musée Christian Dior – Dior et Granville Aux Sources de la Légende
1 rue d’Estouteville
Villa Les Rhumbs
50400 GRANVILLE
www.musee-dior-granville.com

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Dacko é um fotografo francês muito estimado pelo PARIS RDRG. Talentoso e viajado ele tem uma ótica especial e captura momentos na hora certa. Ninguém melhor do que ele para passar Paris pela sua câmera. «Promenade Parisienne» em preto e branco é a sua última exposição com clichés tirados por passeios pela cidade. A luz, o contraste, uma certa melancolia; o efeito é, em algumas fotos, uma viagem no tempo…como se Paris não tivesse data precisa. Fotos que parecem da Paris pos-guerra dos anos 50, 60, 70, 80, e umas surpresas divertidas também! Nada é pose, tudo foi fotografado no momento justo e existe uma solidão nas fotos que mexe com o expectador. Difícil foi escolher as fotos para esse post!

A vernissage acontece dia 22 de junho as 19h00 e os leitores estão convidados, mas você pode ver as fotos à partir do dia do dia 13 de junho até  2 de julho e quem perder vai perder uma parte de Paris!

Dacko – Promenade Parisienne – De 22 de junho a 2 de Julho
Au Verre à Pied 118 bis rue Mouffetard Paris 75005

 

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O 70° Festival de Cannes desse ano vai do dia 17 ao dia 28 de maio.
Esse ano,
Claudia Cardinale foi a escolhida para ser o centro das atencões do cartaz cujo júri será presidido por Pedro Almodóvar. A Atriz italiana que mora em Paris, aparece lá, girando em uma longa saia, descalça, cabelos longos num sublime fundo vermelho.


A foto foi feita durante uma sessão em um telhado de Roma em 1959 por um fotógrafo desconhecido. Agora com 78 anos, ela ficou famosa por seus papéis em filmes de Visconti: O Leopardo e Rocco e Seus Irmãos ou ainda A Pantera Cor de Rosa.

O festival abre com a apresentação do filme: Les Fantômes d’Ismael do diretor Arnaud Desplechin, estrelando Mathieu Amalric, Marion Cotillard e Charlotte Gainsbourg.
Para quem estiver pela Côte d’Azur nessa época, não deixe de consultar as dicas do
PARIS RDRG que vou dar nos próximos posts.

 

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Em um momento de transição de poder na França, nada mais insólito que uma exposição das poltronas do poder! Uma mostra secreta, pois pouquissima informação sobre essa exposição original circula pelas mídias.
O mobiliário nacional tem uma coleção que reflete a história do poder francês: assentos de tribunal, assentos principescos, poltronas das ordens de Estado, e não só da França mas, tronos de reis também como esse onde o rei do Marrocos pousou seu bumbum em visita a Paris (foto).
Um projeto conjunto, elaborado pelo decorador Jacques Garcia (responsável pelo sucesso do Hotel Costes), com mais de trezentos assentos, apresentado na Galerie des Gobelins.

O assento é repetidamente encontrado no coração de questões de poder. Exemplo: um vídeo mostra a humilhação da qual Jacques Chirac foi vítima em 1976 é uma perfeita ilustração. Jacques Chirac sentiu-se humilhado por ter sido instalado em uma simples cadeira e enfrentar o, então presidente, Valérie Giscard d’Estaing sentado em uma majestosa poltrona em um encontro divulgado pela televisão.

Não muito elegante ou não suficiente, a cadeira branca (foto) com uma base quadrada e uma moldura de madeira escura, foi usada por François Hollande para assistir ao desfile da tribuna oficial, durante o desfile do 14 de julho. Se os ilustres convidados na primeira fila tinham o direito a uma cadeira criada em 2000 por Christophe Pillet, as delegações colocadas logo atrás deles, tiveram que de se contentar com uma cadeira branca bem simples. Não perca a cadeira de Ministro da cultura Jacques Lang, verde amendoa com pés em escultura…não coloquei foto para criar a surpresa, mas garanto um programa divertido e rico em informações para curiosos e inspirações para decoradores e designers.
Em tempos de mudanças, aguardamos nessa dança das cadeiras, onde Emmanuel Macron vai se sentar para dirigir o país durante os próximos 5 anos.

SIÈGES EN SOCIÉTÉ – DU ROI-SOLEIL À MARIANNE – até 24 de setembro 2017
Galerie des Gobelins – 42 Avenue des Gobelins, 75013 Paris

 

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Impressions Mémorielles é uma exposição que reúne o trabalho de 10 fotógrafos franceses, africanos e brasileiros, sobre o tema da escravidão: Céline Anaya Gautier, José Bassit Robert Charlotte, David Damoison, Claudio Edinger, Mirtho Linguet Fabrice Monteiro, Samuel Nja Kwa Veronique Vial e Adolphe Catan (1899-1979). Cada um oferece um olhar artístico e contemporâneo da escravidão e o seu comércio.
Depois de séculos de tratamento desigual, injusto e abominável, a exposição é uma aula de respeito ao ser humano. A data de abertura da exposição no Musée de l’Homme, 10 de maio, é próxima do dia 13 de maio, abolição da escravatura no Brasil.

Decididamente o Museu está com o Brasil no coração. Dia 15 de maio, a linda chef Morena Leite assume as rédeas do restaurante como já falamos e promovemos na plataforma do Paris Mania.
Agora é o grande fotografo brasileiro
Claudio Edinger que participa dessa importante mostra. Engajado, simpático, talentoso e ainda por cima companheiro da fotografa Betina Samaia que é uma amiga querida desde os tenros tempos de escola, Claudio divide com o PARIS RDRG; um ótimo texto seu sobre a a história da fotografia. Se estiver em Paris, não perca!

Histórias da fotografia – ou, como a fotografia já nasceu arte – ou, como desde o começo ela mente descaradamente – ou, o primeiro selfie da história.

No dia 7 de janeiro de 1839 a Academia Francesa de Ciências apreciou extasiada a invenção que iria mudar pra sempre a vida de todos nós e, principalmente, a arte como era praticada até então.

O pintor e cientista Louis-Jacques Daguerre mostrou imagens nítidas, feitas com sua invenção, o daguerreotipo, ou a primeira câmera fotográfica.

Antes disso, Daguerre havia inventado o diorama, ou um cenário específico que, iluminado por ele, cria um espetáculo teatral que fazia sucesso na época, em 1822. (Por exemplo, no Museu de História Natural de Nova York os animais são todos colocados num diorama, imitando seu habitat natural).

Para poder aprimorar o diorama (que era pintado) Daguerre se associou a Nicéphore Niépce, o primeiro a fixar uma imagem em um papel, em 1826, e, anos depois, acabou sendo conhecido como o inventor da fotografia.

Um outro francês Hippolyte Bayard também havia inventado a fotografia, mas usando papel em vez de uma chapa de cobre como Daguerre.

François Arago, astrônomo, membro da Academia de Ciências e amigo de Daguerre, convenceu Bayard a não mostrar sua invenção ainda. Daguerre sai na frente e fica famoso enquanto Bayard é ignorado.

Furioso, Bayard manda um auto retrato – “morto” – para os membros da Academia (comprovando assim sua invenção).

Escreve atrás da foto, “aqui jaz M. Bayard, inventor do processo que aqui veem nesta imagem. Há três anos este inventor tem andado muito ocupado, aprimorando sua criação. Quando soube que todo credito pela invenção da fotografia foi dado injustamente ao M. Daguerre, se matou.”

E o pior é que para fazer esta foto sentou-se imóvel por 12 minutos, o tempo necessário para fazer uma foto, usando o seu processo. Os olhos fechados fazem parte dos 12 minutos – ninguém fica tanto tempo sem piscar.

Criou uma obra de arte, a primeira foto explicitamente artística já que é, acima de tudo, produto da imaginação de seu autor. E absolutamente mentirosa já que Bayard foi, mais tarde, vivo da silva, um dos fundadores da Sociedade Francesa de Fotografia.

Foto: Hippolyte Bayard, selfie morto, 1839

Claudio Edinger e Impressions Mémorielles – 10 de Maio a 10 de Julho
Musée de l’Homme
17, Place du Trocadéro 75116 Paris

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