Posts by Luiz Paulo Xavier de Sá


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le Bonnes Marinières

marinières

Les bonnes marinières

As vezes tendências que duram tanto se tornam simplesmente estilo. É o caso da Marinière que sobrevive a todas as ondas da moda e é realmente adequada para todas as idades. Então, como usar a marinière? O que realmente sabemos sobre essa malha branca e azul que associamos à infância, para os mais puros, e a Fassbinder e seu filme Querelle de 1983 para os mais porquinhos?

Um pouco de história por favor.

Originalmente é um tricô de corpo listrado usado pelos marinheiros na Bretanha. Era acima de tudo uma cueca, porque os homens não as usavam! A camisa era longa e para dentro das calças para ser usado como proteção daquelas partes sabe…

São exatamente 21 listras horizontais regulares em azul sobre branco, nem uma a mais nem uma a menos. As listras são explicadas por uma técnica de tecelagem e uma economia de corante índigo, caro na época. Sem costura, exceto nas mangas, a malha é feita de uma peça, de modo que se está confortável e à vontade para fazer as manobras a bordo de um barco. Sem botões ou costuras para evitar ser pego nas cordas das embarcações. Em 1858, foi decretado a marinièrecomo uniforme oficial da Marinha.

Foi adotada por uma certa Gabrielle Chanel (Coco para os íntimos) conhecida por quebrar os códigos e se vestir com roupas masculinas. Chanel inspirou-se em trajes de marinheiros para integrá-los em suas coleções destinadas a sua rica clientela, e criou a camisa com o colarinho de marinheiro. Outras personalidades adotaram o suéter de marinheiro  como Brigitte Bardot, Picasso e Audrey Hepburn. Em seguida, tornou-se sinal emblemático do simpático e talentoso designer Jean-Paul Gaultier nos anos 80. A tal ponto que não pensamos nele sem associar-lo a imagem listrada. Ele, alias, derivou a marinière em relógios, tênis, embalagens de perfume e tudo o que se possa imaginar, sempre com criatividade e bom gosto.

Aqui, estou dividindo com vocês algumas criações na “faixa”. Escolha a que mais combine com o seu estilo de vida e lembre-se de «garder les bonnes marinières».

Para ver mais exemplos, clique no site de um fabricante bretão aqui:mariniere.

Para saber um pouco mais de estilo, leia outros artigos no PARIS RDRG:  lifestyle e compras

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eataly

 

Eataly, ainda que mais tarde que Dubai, Nova York ou São Paulo é a boa novidade para os amantes da cozinha italiana que acaba de abrir em Paris.

O Eataly nasceu em 2007 das mãos do piemontês Oscar Farinetti, um ex-empresário de eletrodomésticos, seguramente um gastrônomo de alma, que com seus três filhos inventou esse conceito: entre supermercado, delicatessen e restaurante que conquistou as grandes cidades do mundo.

Verdade que em Paris o Galeries Lafayette Gourmet já praticava isso com sucesso e depois a Grande Epicerie do Bon Marché também renovou seu conceito com quiosques onde se come o que se vende. Mas eles não são italianos não é!

Localizada atrás do BHV Marais, esta gigantesca loja vai tornar-se, com certeza, o templo da gastronomia italiana em Paris. São 4.000m² de superfície, dos quais 2500 m² de delicatessen e uma cave com 800 referências de vinhos italianos. Sete restaurantes onde os visitantes podem degustar com autenticidade o que estão vendo no mercado.

Carnes, frios, pães, massas frescas, frutas e legumes…tudo de qualidade. Cremes de alcachofra, vinagre balsâmico de verdade de Modena, risotos, tomates secos e grissini.
Os azeites de oliva frutados e delicados do
Lago de Garda, ou os toscanos de sabor forte e os renomados da Puglia. Tem também o Chinotto um refrigerante feito a partir de uma laranjinha chinesa típico do sul da Italia que é bem gostoso.

Mas e os queijos? Burrata de trufas e o stracchino da Lombardia que fiquei mais da metade da vida sem conhecer e quiz até pedir cidadania italiana para poder viver ao lado de um supermercado na Italia para não faltar no meu café da manhã. É o equivalente do requeijão no Brasil, mas em melhor. O nome deste queijo vem da palavra “stracch” que significa “cansado” no dialeto lombardo. O stracchino era originalmente produzido no final do verão, uma vez que as vacas haviam retornado à planície Lombarda após um verão no pasto. As vaquinhas estavam cansadas tadinhas (daí o nome do queijo) e davam um leite particularmente adequado para a produção de queijos como Certosa e Robiola, todos parte da família stracchino. Vacas também se cansam!

Não precisamos mais viver fora de Paris. Quem tem boca vai ao Eataly!

Leia mais sobre comidas dando um clic em: comer e beber e consulte o site do Eataly para saber mais detalhes: Eataly Paris

Aberto 7 dias por semana, das 8h à meia-noite de domingo a quarta e até às 2h às quintas, sextas e sábados.

Eataly Paris Marais
37 Rue Sainte-Croix de la Bretonnerie
75004 Paris

 

 

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Paris Face Cachée

Paris Face Cachée


Posted By on jan 30, 2019

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Você é curioso? Paris Face Cachée é História, cultura, arte, física, ciência, inovação, gastronomia, know-how, decoração e tudo o que possa interessar em Paris. O evento Paris Face Cachée está de volta de 1 a 3 de fevereiro.
Durante três dias, Paris nos convida a descobrir seus tesouros mais misteriosos. Este evento anual nos leva a quase 100 lugares “escondidos” que normalmente são fechados ao público! O evento surpreende até mesmo os parisienses abrindo lugares privativos, secretos ou escondidos na capital.

Cada ano são portas novas de lugares ocultos que se abrem e que não se abrem mais nos anos seguintes. Estações de metro inacessiveis só para set de filmes que ninguém tem acesso é um dos exemplos dessa edição 2019. Ou uma visita a uma grande empresa de reciclagem de papel, uma viagem ao Japão, uma visita ao Orient Express, uma descoberta de um estúdio …

Das 100 experiências propostas, mais de 30 serão gratuitas, as outras a pedir uma participação razoável (de 2 € a 17 €): para facilitar as escolhas e reservas veja a programação no link abaixo e inscreva-se.

Para participar desta jornada original, você terá que aceitar as regras do jogo: escolha uma experiência, sem saber quem a organiza ou para onde você vai; o local da reunião é mantido em sigilo e só será revelado no seu ingresso após o cadastro!Em 2019, três eixos diferentes são propostos: “Risco o inédito”, “Ousar o proibido” e “Parênteses artísticos”. O programa está online : parisfacecachee.fr

Para escolher restaurantes clique na nossa lista:Comer & Beber

PARIS FACE CACHEE – 1,2, 3 FEVEREIRO

 

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Hoje eu vou dar a recomendação de um livro. Esse verão depois de ter sofrido tanto para conseguir ler «Call Me By Your Name» de Andre Aciman; portanto a febre de Holywood com sua adaptação (detestei livro e filme); depois de ter me forçado para ler o livro do autor chuchu de todos: Joel Dicker «Baltimore»; me lancei na leitura do livro de Frederic Beigbeder «Une Vie Sans Fin».

Bom, como descrever Frederic Beigbeder?

É como quando vou de férias a Mykonos e tenho que contar a meus amigos gregos onde vou. Primeiro digo que vou a Grécia, mas onde? Ahh uma ilha lá

Mas qual? Ahh nas Cyclades…Mykonos sabe 🙂

A reação sempre é fria. Grego chic não vai a Mykonos. A ilha é seca, cara e opulenta. Deixam para os jet-setters e wannabes (embora eu não represente alguma das duas categorias).

Frederic Beigbeder é assim. Quando falei a minha volta que estava lendo seu livro, enfrentei caretas e eu mesmo senti uma certa vergonha interior, como aquela que a gente pode sentir quando compra um CD da Celine Dion. Ele é uma espécie de jornalista dandy e snob, autor e apresentador de televisão com carisma duvidavel e uma certa arrogância. Várias vezes já me sentei em mesas vizinhas a ele em restaurantes badalados de Paris e me dizia sempre. Com tanta gente em Paris, porque não Fanny Ardant? Catherine Deneuve? Não, tem sempre que ser ele!

Verdade é que o que me interessou no seu livro e que pode interessar a todos que passaram os cinquenta anos, é a sua busca da imortalidade. Ele descreve um verdadeiro inquérito com viagens entre Suiça, Israel, Austria e por aí vai com o objetivo de descobrir o que tem sido feito em termos de pesquisa para viver eternamente ou dobrar a esperança de vida. O livro é muito bem escrito e mostra um lado simpático do autor que sabe rir dele mesmo e faz a gente se colocar em questão em relação a vida eterna. O Personagem principal é bem inspirado no próprio autor que praticou de verdade várias das experiências dignas de Drácula, para se tornar imortal e também são autênticos os médicos, clínicas e institutos visitados por ele. Para quem quiser saber mais sobre ele: beigbeder.net e para quem quiser saber de mais cultura em Paris: saber

Não sei se existe tradução em português, mas é um ótimo excercício de francês para quem quer práticar. Voce não vai morrer pelo livro mas é como diz o autor, não morra simplesmente!

Frederic Beigbeder – Une Vie Sans Fin

Aujourd’hui, je vais donner la recommandation d’un livre. Cet été après avoir tant souffert de lire “Appelle-Moi Par Ton Nom” d’André Aciman; donc la fièvre Holywood avec son adaptation (je détesté le livre et le film); après m’avoir obligé à lire le livre du chouchou auteur de tous: Joel Dicker «Baltimore»; J’ai commencé à lire le livre de Frédéric Beigbeder «Une Vie Sans Fin».

Bien, comment décrire Frederic Beigbeder?

C’est comme quand je pars en vacances à Mykonos et que je dois dire à mes amis grecs où je vais. D’abord je dis que je vais en Grèce, mais où? Ahh une île là-bas …

Mais laquelle? Ahh dans les Cyclades … Mykonos tu sais…

La réaction est toujours froide. Le grec chic ne va pas à Mykonos. L’île est sèche, chère et opulente. Ils la laisse pour les jet-setters et les aspirants (bien que je ne représente aucune des deux catégories).

Frédéric Beigbeder est comme ça. Quand j’ai dit que je lisais ce livre, j’ai fait face à des grimaces et j’ai même ressenti une certaine honte intérieure, comme celle que vous ressentez lorsque vous achetez un CD de Céline Dion. Il est une sorte de journaliste snob et dandy, auteur et présentateur de télévision au charisme douteux et à l’arrogance certaine. À plusieurs reprises, je me suis assis à des tables à côté de lui dans des restaurants branchés à Paris et je m’ait toujours dit: avec autant de personnes à Paris, pourquoi pas Fanny Ardant? Catherine Deneuve? Non, il faut toujours que ce soit lui!

C’est vrai que ce qui m’intéresse dans son livre et qui peut intéresser tous ceux qui ont dépassé l’âge de cinquante ans, c’est sa quête d’immortalité. Il décrit une véritable enquête avec des voyages entre la Suisse, Israël, l’Autriche, etc. dans le but de découvrir ce qui a été fait en termes de recherche pour vivre éternellement ou doubler l’espérance de vie. Le livre est très bien écrit et montre un côté amical de l’auteur qui sait se moquer de lui-même et nous interroge sur la vie éternelle. Le personnage principal est bien inspiré par l’auteur lui-même qui a pratiqué plusieurs des expériences dignes de Dracula pour devenir immortel et sont également réels les médecins, les cliniques et les instituts visités. Pour ceux qui veulent en savoir plus: beigbeder. et pour ceux qui veulent en savoir plus sur la culture à Paris: saber

Je ne sais pas s’il existe une traduction en portugais, mais c’est un excellent exercice de français pour ceux qui veulent pratiquer. Vous ne mourrez pas pour le livre mais c’est, comme le dit l’auteur, ne mourez pas tout simplement!

Frédéric Beigbeder – Une Vie Sans Fin

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impressionistas

Impressionistas à partir de amanhã! Essa é a semana de volta as aulas na França e de toda a vida cultural que começa junto com ela. Depois de um longo verão onde fiz uma pausa, estou de volta para dividir com os leitores do PARIS RDRG o que está acontecendo por Paris. E nada melhor do que começar com uma exposição absolutamente sensacional dos mestres do «fauvisme»:os impressionistas da cor pura no Museu Marmottan.

A exposição intitulada Collections Privées: Un Voyage des Impressionnistes aux Fauves» exibe mais de sessenta pinturas, desenhos e esculturas de colecionadores particulares, grande parte da qual nunca foi vista por nós mortais.
Obras-primas do impressionismo, mas também peças importantes ou inéditas das principais correntes pictóricas que marcaram as artes na França no início do século XX.

Monet, Renoir, Pissarro, Degas e Caillebotte inauguram o percurso com paisagens, bouquets, elegante retratos femininos e cenas de vidas como o espetacular «Pont de l’Europe» de Gustave Caillebotte pintado em 1876. A ponte de ferro com vista para a Gare Saint-Lazare, em Paris, é uma das imagens mais reconhecidas da transformação “Haussmaniana” da capital que começava a se transformar em uma metrópole moderna. Do mesmo artista, datado de 1890, «La Berge du Petit Gennevilliers et la Seine» com sua tela em forma original arredondada feita para encaixar-se em um nicho no apartamento do seu irmão.

Outra obra impressionista de peso é «Villas de Bordighera» de Claude Monet. Na companhia de Renoir, ele fez uma longa série de viagens, mas sózinho na Italia ele pinta esse quadro em 1884. Ele mostra, à esquerda, a vila construída por Charles Garnier para o Barão Bischoffsheim e, ao fundo a Città Alta com vegetação luxuriante e um perfeito retrato da atmosfera da região. Só para lembrar como o mundo das artes era todo ligado: Garnier é o arquiteto responsável pela Opera de Paris e os cassinos de Mônaco e Baden-Baden.

Ou ainda o suntuoso pôr do sol no verão de 1898, na cidade de Rouen pintado por Camille Pissarro…um dos meus pintores prediletos por várias razōes pessoais!

Voilà! São apenas uns exemplos e se você gosta dos impressionistas, não pode perder. Tem também Seurat, Signac, Van Gogh e a lista é longa. Cada obra conta uma história pessoal do seu artista e revela segredos de suas vidas. Até dia 10 de Fevereiro de 2019.
Para outras exposiçōes, consulte nossa página cultura do PARIS RDRG e a agenda do Paris Mania:

 

Collections Privées: Un Voyage des Impressionnistes aux Fauves»
Musée Marmottan-Monet – de 13 de stembro 2018 a 10 de Fevereiro de 2019
2, rue Louis-Boilly 75016 Paris
www.marmottan.fr

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